Manuel de Araújo já governa em Quelimane. O edil que viu seu mandato cassado há menos de um mês do seu fim, voltou ontem ao palácio da autarquia de Quelimane.

No discurso de tomada de posse, Manuel de Araújo não poupou críticas aos partidos Frelimo e MDM, a quem acusou de tentativa de “assassinar” o Estado de Direito Democrático. “O Tribunal Administrativo jogou na mesma linha, mas felizmente ainda restou algum juízo na cabeça alguns dos nossos juízes do Conselho Constitucional que decidiram no meio de tanta vergonha respeitar e honrar a vontade popular”, atirou.

Mas não ficou por ai: criticou o Conselho de Ministros por ter decretado a perda do seu mandato (2013 e 2019) e, mais tarde, ter tentado inviabilizar a sua investidura para o mandato para o qual foi eleito em Outubro último. “Como é que uma ministra que se pretende da Administração Estatal não conhece as leis do seu próprio país? Negaram-nos o direito ao contraditório. Como é que um primeiro-ministro intenta uma acção junto ao Conselho Constitucional sabendo que a Constituição da República reza que os acórdãos deste órgão de soberania são irrecorríveis”, questionou.

Manuel Araújo tomou posse numa cerimónia que contou com a presença de munícipes, deputados da Assembleia da República e magistrados. O Governo central esteve representado pelo ministro da Agricultura e Segurança, Higino Marrule.

Antes da investidura do edil, foram empossados os 40 membros da Assembleia Autárquica de Quelimane. Na primeira sessão, foi eleito Manuel António José para o cargo de presidente da Assembleia Autárquica da capital da Zambézia.

O País