A Procuradoria Provincial de Cabo Delgado poderá abrir uma investigação sobre a morte de Andre Hanekon, o principal suspeito no caso ataques armados em Cabo Delgado, caso o relatório da autópsia solicitada ao Hospital Provincial de Pemba, não confirme que a vítima tenha perdido a vida por causas naturais.

“Tendo em conta que perdeu a vida como arguido e detido, e de acordo com a lei, solicitamos o relatório da medicina legal, que já foi oficialmente solicitada ao Hospital, onde perdeu a vida, para apurar as reais causas da sua morte, que vão determinar os passos que o Ministério Público poderá seguir”, explicou Armando Wilson, Porta voz da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, numa conferência de imprensa que não revelou se havia ou não suspeita de cometimento de crime na morte do empresário sul africano.

Desde a sua detenção, Andre Hanekon andava com problemas de saúde e foi atendido várias vezes no Hospital Provincial de Pemba, no entanto, a Procuradoria não sabia do estado de saúde do arguido que aguardava o julgamento na cadeia de máxima segurança, na cidade de Pemba.

“Ficamos surpreendidos com a informação da sua morte no Hospital Provincial de Pemba, porque desde a fase de acusação, não tivemos informações sobre o estado clínico do arguido”, revelou Armando Wilson.

Segundo informações, Andre Hanekon deu entrada no Hospital Provincial de Pemba, no sábado, 19 de Janeiro corrente, num estado considerado crítico, e três dias depois, perdeu a vida, supostamente vítima de doença, que ainda não foi oficialmente divulgada pelas autoridades da saúde.

Depois da família, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado foi a primeira instituição do Estado, que oficialmente confirmou a morte de Andre Hanekon, o empresário sul africano, um dos principais arguidos no caso ataques armados em Cabo Delgado.

O País