O jornalista da Rádio Nacedje, Amade Abubacar, detido no último sábado no distrito de Macomia, em Cabo Delgado está no Quartel militar de Mueda.

A notícia foi confirmada pela família que teve a informação no Comando distrital da Polícia da República de Moçambique em Macomia, onde o jornalista esteve detido por algumas horas antes de supostamente  passar para as mãos das Forças de Defesa e Segurança, mas não foram avançados detalhes sobre as razões da detenção e se o mesmo goza ou não de boa saúde.

“A Polícia em Macomia, confirmou a detenção do meu filho e o seu actual paradeiro, que é no quartel militar de Mueda,  mas não avançou as razões da sua detenção”, revelou Abubacar Artur, Pai do jornalista.

Entretanto, apesar da confirmação da Polícia,  a fonte continua preocupada com a situação, por ainda não ter visto o seu familiar, com quem teve último contacto umas horas antes da sua detenção.

“Não sabemos se Amade está ou não em Mueda, e se está ou não bem de saúde, porque ainda não nos encontramos com ele e nem conseguimos falar pelo telefone dele, que há cinco dias chama e ninguém atende”, sublinhou Abubacar Artur, que também está preocupado com o silêncio da Direção do Instituto de Comunicação Social, onde o detido trabalha, e das diferentes Organizações de defesa dos Jornalistas que supostamente estão a ignorar o caso.

“Desde que foi detido, a família procurou ouvir os colegas do meu filho, tanto em Macomia, como em Pemba, onde está a sede provincial da instituição onde ele trabalha, mas até agora estão todos em silêncio. E isso faz nos pensar que a direção do ICS  sabe o que está acontecer, caso contrário, já teriam nos procurado para no mínimo saber do paradeiro do colega que não aparece no serviço desde sábado”, reclamou a fonte.

Entretanto,  tanto o Delegado do ICS, assim como o Porta-voz do Comando Provincial da PRM em Cabo Delgado, também dizem que não sabem e não podem falar sobre o caso de Amade Abubacar, o  terceiro Jornalista  detido em menos de um mês, supostamente por reportar casos relacionados com os ataques armados que para além de luto e destruição, já estão a provocar deslocamentos da população para vilas e cidades.

O País