As descargas atmosféricas, que têm fustigado sobretudo as regiões centro e norte de Moçambique, mataram pelo menos 40 pessoas, disse o Governo, na terça-feira (29), e avançou que algumas bacias hidrográficas continuam a transbordar já alagaram algumas vias rodoviárias.

“O número de óbitos subiu de 36 para 40 em todo o país, devido às descargas eléctricas”, disse Ana Comoana, porta-voz do Conselho de Ministros, após a “avaliação da situação de emergência e das acções em curso para minimizar o impacto das calamidades naturais”.

Segundo a governante, por conta da chuva que cai sobremaneira no centro e norte do país, a bacia de Messalo mantém-se em alerta e condiciona a circulação rodoviária, sobretudo no distrito de Montepuez, concretamente nos postos administrativos de Mirate e Nairoto.

Situação idêntica aconteceu com a bacia do Púnguè, cujo transbordo condiciona a transitabilidade em algumas localidades.

Ana Comoana explicou que as bacias de Licungo e do Zambeze registam oscilação de níveis de água, mas com tendência a subir. Já a barragem dos Pequenos Libombos, na província do Maputo, não dispõe de água suficiente, por causa da escassez da chuva na região sul de Moçambique.

O facto levou o Governo a fazer restrições no fornecimento de água, segundo anunciou o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, esta quarta-feira (30), durante a visita ao local.

Por conseguinte, 14.577 pessoas das cidades de Maputo, da Matola e vila de Boane vão continuar a enfrentar restrições no fornecimento de água.

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