Moradores do distrito de Nangade, província de Cabo Delgado, capturaram Mustafa Suale Machinga, homem de 30 anos, a quem acusam de liderar o grupo responsável pelos mais recentes ataques terroristas contra esta região do norte do país.

Suale Machinga, de acordo com o jornal electrónico online “Carta de Moçambique”, editado em Maputo, terá sido ferido em confronto com o exército moçambicano na passada quarta-feira e capturado pela população local dois dias depois na sua localidade natal, Litingina.

Ele foi encontrado num esconderijo abandonado por outros insurgentes. Acredita-se que ele estava à espera de seu irmão mais novo que o levaria à Tanzânia para cuidados médicos.

O suposto irmão visitou o esconderijo três vezes, em movimentos que despertaram suspeitas.

Assim, ele (irmão) acabou sendo capturado pela população local que “caçava” os insurgentes.

Ameaçado de linchamento, ele revelou o esconderijo do seu irmão que, posteriormente, foi entregue às autoridades.

Mustafa Suale Machinga foi membro das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Ele tem curso básico de treinamento militar, onde aprendeu a manusear armas de fogo.

Regressou, de férias, a Nangade, há mais de um ano, altura em que foi supostamente convencido por alguns amigos para frequentar uma escola islâmica.

Quando as suas férias terminaram disse à sua mãe que regressava a Maputo, mas, na realidade, juntou-se aos insurgentes.

Suale Machinga concluiu a 12ª classe, nível pré-universitário, depois de frequentar escolas de Nangade e Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.

Litingina é tida como sendo aldeia natal de um considerável número de insurgentes que operam em Nangade, com pelo menos 50 jovens que ingressaram no grupo.

Há três meses, um líder da comunidade de Litingina sugeriu que o governo deveria amnistiar os insurgentes por serem “locais”.

Recentemente, insurgentes mataram quatro pessoas, mas também sofreram perdas, quando caíram numa emboscada. Três dos insurgentes foram capturados e quatro foram mortos.

Jornal Notícias