Sociedade Coca-Cola poderá ser forçada a fechar fábricas em Moçambique

Coca-Cola poderá ser forçada a fechar fábricas em Moçambique

A Coca-Cola poderá ser forçada a fechar as suas unidades fabris em Moçambique, na sequência de uma crise que vai gerindo com o Governo, que impõe taxas proibitivas na importação do açúcar branco, matéria-prima usada para o fabrico de refrigerantes.

Segundo uma fonte ligada à produção de uma das maiores fábricas de refrigerantes no país, o Governo determinou altas taxas a cobrar pela importação de açúcar branco, alegadamente para proteger a indústria açucareira nacional.

Acontece, porém, que as fábricas de açúcar do país ainda não produzem açúcar branco e as taxas protectoras apenas vigoram para teorias comerciais.

Até ao momento as fábricas de açúcar das províncias de Maputo e Sofala, por exemplo, apenas produzem açúcar castanho e a Coca-Cola usa açúcar branco. É uma falácia dizer que as taxas elevadíssimas que se cobram, na ordem de 150%, para a importação de açúcar branco visam proteger a indústria açucareira nacional, explicou a nossa fonte, que alerta para a crise de refrigerantes que se pode verificar na quadra festiva que se avizinha.

Recomendado para si:  Circulação normalizada na N220 após reparações na via

A Coca-Cola possui três fábricas em Moçambique que consomem 24 mil toneladas de açúcar por ano. As unidades localizam-se na província de Maputo, em Chimoio e em Nampula.

Na fronteira de Ressano Garcia já são visíveis os transtornos de camionistas que transportam açúcar branco da África do Sul para Maputo e tentam entrar no País, com as exigências das autoridades alfandegárias para se pagar as novas taxas protectoras do açúcar branco nacional que, entretanto, ainda não existe.

Folha de Maputo

Destaques da semana