O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Autarquia da Matola submeteu um recurso ao tribunal Judicial daquela cidade no qual contesta os resultados que divulgados sábado ultimo.

Segundo noticia o Jornal O País, o partido pede responsabilização criminal aos que considera serem autores da fraude.

Foi fazendo-se acompanhar do cabeça de lista do partido que a mandataria do MDM na província de Maputo Isabel Augusto Macubele foi apresentar na tarde desta terça feira o recurso contencioso ao tribunal Judicial da Matola, reclamando vários aspectos que diz serem irregularidades deste processo. Macubele diz que o seu partido foi injustamente penalizado no apuramento intermédio tendo lhe sido subtraídos cerca de quatro mil votos

“Nos não concordamos com os resultados, por isso estamos aqui para apresentar a nossa reclamação” afirmou

Disse ainda que a prova da viciação de resultados pode ser vista nos três editais existentes sobre a mesma eleição. Questionado sobre a alegada falsidade do edital que atribui pouco mais de 16 mil votos ao seu partido Macubele afirmou que era no tribunal que o seu partido queria provar que os votos do seu partido haviam sido subtraídos.

“Os nossos vogais não concordaram com os resultados por isso não assinaram o edital que foi produzido e divulgado pelo presidente da comissão de eleições da cidade da Matola” sublinhou.

Mais cáustico foi o cabeça de lista do partido, Silvério Runguane, que alega que a mandatária do seu partido não foi convocada para a sessão do apuramento, como manda a lei, que a operação de apuramento foi realizada por indivíduos estranhos ao STAE e a comissão de eleições da Matola, e que o edital apresentado no sábado não tem nenhuma acta de apuramento, entre outras queixas.

“Repudiamos nos termos mais veementes a atitude do presidente do CEC de não convocar a nossa mandatária para a sessão do apuramento o que representa um grave ilícito eleitoral” disse Runguane

Aliás Runguane foi mais longe ao referir que a acta do apuramento foi aprovada por votação o que viola a lei e que mesmo nessa acta o seu partido tinha obtido 4.13 por cento e não 4, 11 como foi anunciado pelo presidente do CEC sábado passado.

Ronguane pede, por isso, a reposição dos votos alegadamente subtraídos ao MDM e que do processo sejam extraídas pecas e encaminhadas ao ministério público para a responsabilização criminal dos autores da alegada viciação de resultados.

Folha de Maputo