Iniciou na quarta-feira, em Pemba, o julgamento do caso dos ataques armados em Cabo Delgado. Na primeira sessão, que decorreu em três locais diferentes, estiveram presentes 106 dos 189 arguidos acusados de vários crimes.

A sessão começou na Penitenciária de Mieze, distrito de Metuge, onde sob fortes medidas de segurança, 13 réus presos e 16 em liberdade ouviram, pela primeira vez, a leitura da acusação do Ministério Público. Durante cerca de uma hora, os acusados ouviram todos crimes de que são acusados e as respectivas penas exigidas pelo Ministério Público.

Depois de Mieze, o tribunal deslocou-se à Cadeia Feminina de Pemba, onde 15 mulheres detidas, algumas com os filhos às costas, e outras duas que respondem em liberdade, tomaram conhecimento de que o Ministério Público não encontrou nenhuma circunstância atenuante para os crimes que cometeram.

A primeira sessão do julgamento terminou na Cadeia de Máxima Segurança. Perante 58 homens, todos detidos, o juiz da causa marcou a próxima segunda-feira, 08 de Outubro, para o início dos interrogatórios.

Segundo consta do processo 32/2018, do Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado, desde que iniciaram os ataques na madrugada de 5 de Outubro do ano passado, os arguidos, entre eles 29 tanzanianos e três somalis, assassinaram civis e militares, roubaram 37 armas AK 47 e mais de cinco mil munições, destruíram bens da população e atentaram contra o poder do Estado.

O País