As autoridades nacionais moçambicanas não descartam motivações criminais na deslocação do grupo de 13 cidadãos de nacionalidade somali que se encontram retidos desde domingo no distrito de Marínguè, em Sofala, centro do país.

Os indivíduos em causa foram interpelados pelas autoridades migratórias em Nhamapadza quando seguiam num autocarro de transporte de passageiros, alegadamente, com destino a Maputo, capital moçambicana.

Segundo a Rádio Moçambique, o grupo é proveniente do Centro de Refugiados de Maratane, na província nortenha de Nampula, e não terá apresentado motivo claro da sua viagem.

O grupo poderá ser devolvido ao Centro de Refugiados de Maratane nos próximos dias.

O porta-voz da direcção provincial de Migração em Sofala, Mangaze Singano, precisou que os indivíduos, com idades compreendidas entre 13 e 38 anos de idade, estão no país há mais de três anos e possuem documentos de identificação de refugiados.

“A movimentação é permitida por lei, mas para residir numa outra região carece de autorização. O que nos faz suspeitar é a constituição do grupo, que é maior. Para onde é que vai? E o que vai fazer?”, duvidou Singano.

Segundo ele, actualmente, o tráfico de pessoas é maior e pode-se presumir que seja mais um cenário de tráfico, mas por uma questão de “não corrermos riscos, porque eles também não dizem para onde vão e o que vão fazer, preferimos retorná-los à proveniência, neste caso ao Centro de Refugiados, em Nampula”.

Folha de Maputo