O Coordenador da Comissão Política da Renamo, Ossufo Momade, referiu-se à ocorrência de supostas perseguições e intimidações a militantes e alguns cabeças-de-lista do partido.

Segundo afirmou, trata-se de actos que são perpetrados pela Polícia da República de Moçambique, ao serviço de agendas políticas.

“A Polícia da República de Moçambique (PRM) não está ao serviço do povo moçambicano, mas, isso sim, ao serviço da agenda política e eleitoral do partido Frelimo, ao qual, desesperadamente, tenta ajudar a ganhar eleições”, disse o coordenador interino da Renamo, Ossufo Momade.

Ossufo Momade fez a denúncia, através de um comunicado que leu por telefone para órgãos de comunicação social na sede do principal partido da oposição em Maputo.

O líder interino da Renamo afirmou que a perseguição e o impedimento de militantes e candidatos do partido de realizarem a actividade política contraria o espírito do diálogo para a paz com o Governo.

“Não se percebe, na óptica da Renamo, que o partido no poder, cujo Governo se encontra a negociar a paz, descentralização e reintegração das forças residuais da Renamo nas Forças de Defesa e Segurança, use, precisamente, as mesmas forças como seu braço armado para impedir a participação democrática e pacífica da Renamo nos processos eleitorais”, declarou Momade.

A obstrução pela polícia da apresentação pública do cabeça-de-lista da Renamo no município de Maputo, Venâncio Mondlane, e a destituição pelo Governo do autarca de Quelimane, terceira maior cidade e cabeça-de-lista do partido nas próximas eleição autárquicas, Manuel de Araújo, mostram a intolerância política do partido no poder, acrescentou Momade.

A Renamo está a avaliar se a perda de mandato de Araújo o impede de ser candidato.

O coordenador interino da Renamo assegurou o compromisso do partido de manter o diálogo político visando o alcance da paz efectiva e a verdadeira reconciliação nacional.

Folha de Maputo