Os trabalhadores da “Espiga D’Ouro”, a maior panificadora de Moçambique, retomaram as suas actividades, pondo termo a uma paralisação de um dia.

A Rádio Moçambique reporta que a falta de contractos e desentendimentos no cálculo de horas extras como tendo sido algumas das causas que levaram os trabalhadores a suspender as suas actividades.

Contudo, o assessor da direcção da “Espiga D’Ouro, Zainadine Dalsuco, afirma que apenas uma parte dos trabalhadores decidiu suspender de facto as suas actividades, sendo no caso vertente um grupo de 20 motoristas.

Aliás, disse Dalsuco, a paralisação foi desencadeada pelo desconhecimento da Lei de Trabalho.

Em relação as questões colocadas sobre a inexistência de contractos de trabalho, a fonte garante que isso não constitui verdade.

Afirmou que os mesmos já estão disponíveis e que poderão ser levantados a todo o momento algo que ainda não aconteceu.

Aliás, vincou que para uma empresa daquela dimensão não faria sentido estar a laborar sem assinar contractos com os seus trabalhadores.

Dalsuco reconhece que existem alguns trabalhadores admitidos recentemente e que ainda não reuniram toda a documentação necessária, razão pela qual ainda não tiveram a oportunidade de assinar os seus contractos.

O último caso tem a ver com situações reais de pagamentos que tinham sido erradamente efectuados aos trabalhadores, mas que já foi ultrapassado.

A suspensão levou uma equipe da Inspecção de Trabalho a deslocar-se àquela empresa com vista a apurar as causas reais da paralisação de actividades, disse Arlindo Manjate, director do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral (CEMAL) na província de Maputo.

“O que constatamos deu para perceber que não se tratava de uma greve como tal, acredito eu que aquilo foi um pequeno desentendimento entre um grupo de motoristas e a direcção da empresa”, explicou Manjate.

Afirmou que a empresa já reiniciou a sua actividade e que o CEMAL está a fazer o devido acompanhamento.

“Eles vão negociar e se tiverem qualquer dificuldade voltaremos para dar qualquer apoio que for necessário”, acrescentou.

Folha de Maputo