O chefe do departamento de Planificação na direcção da educação e desenvolvimento Humano da cidade de Maputo, Samuel Menezes, disse que dentro de dois a três anos o número de escolas com ensino nocturno vai baixar ainda mais.

“Temos tido frequências muito baixas nas diferentes escolas, que no final do dia nos permitem agrupar os alunos numa única turma. Por esta razão, não vemos necessidade de gastar energia e outros recursos em várias escolas, se podemos fazê-lo numa única”, indicou Menezes, citado hoje pelo “Notícias.

O exemplo mais recente é da Escola Secundária da Polana, que teve de transferir os alunos da 11.ª classe para Josina Machel. O processo deverá encerrar no próximo ano com a transferência das turmas da décima segunda.

O mesmo aconteceu com a escola Secundária Estrela Vermelha, que já não tem aulas no período nocturno, porque o primeiro ciclo do ensino secundário já não tem muita procura.

Pela mesma razão, encerraram o curso nocturno as escolas 3 de Fevereiro, Alto Maé e a Luta Continua.

Apesar da tendência de declínio do número de alunos no curso nocturno, ainda há alguma pressão no segundo ciclo do secundário, daí que algumas escolas continuem a leccionar à noite.

Uma das razões apontadas para esta tendência é a abertura de centros de apoio e aprendizagem do ensino à distância, que se apresenta como uma opção disponível de dia, além de questões como segurança, gestão e falta de transporte à noite.

Sapo Notícias