Um total de 52 indivíduos foram detidos pela Policia da República Moçambique (PRM) acusados de envolvimento nos ataques protagonizados semana passada, em Mocímboa da Praia, por homens armados, criando pânico e vítimas mortais naquele ponto da província de Cabo Delgado.

Falando hoje, em Maputo, durante o habitual briefing semanal da corporação, o Porta-voz da PRM, Inácio Dina, disse que foram ainda apreendidas quatro armas de fogo e 100 munições.

O número de pessoas que perderam a vida é de 17. Destas 14 são parte dos bandidos armados que efectuaram os ataques. Dois agentes da Polícia e um líder comunitário que foi assassinado pelos bandidos“, afirmou.

Explicou que os detidos são moçambicanos, parte dos quais actores morais dos ataques.

Neste momento importa referir que dos interrogatórios foi possível constatar que são moçambicanos provenientes de Cabo-Delgado“, disse Dina, reiterando que o grupo não tem nenhuma ligação com o grupo Al Shabbab.

Segundo ele, parte dos meliantes disseram, durante os interrogatórios, que teriam sido convidados para engrossar o grupo dos atacantes a troco de valores monetários. “Neste momento, constitui matéria de investigação saber quem os prometeu essas somas e qual é a proveniência das armas. Como sabem, Mocímboa é uma zona com acesso ao mar. São elementos que estão a ser levantados para descortinar a proveniência das armas“.

Em relação a informações que circulam dando conta de que o grupo faz parte de moçambicanos que teriam estudado em países que professam o islamismo, Dina respondeu que “não podemos aferir com precisão esse assunto”.

Na incursão a Mocímboa da Praia, os homens armados atacaram o respectivo comando distrital, o posto policial de Awasse e a segunda companhia da polícia de protecção de recursos naturais e meio ambiente.

AIM

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