Um mês após o incêndio que consumiu o depósito provincial de medicamentos em Manica, já começa a ressentir-se a falta de fármacos e material médico-cirúrgico em várias unidades sanitárias daquela província.

O jornal O País escalou, ontem, o Hospital Provincial de Chimoio, unidade sanitária de referência ao nível de Manica, e constatou que, na farmácia, maior parte de doentes não conseguiram obter os medicamentos prescritos nas suas receitas.

Desesperados, os pacientes olham para as farmácias privadas como alternativa para a cura das enfermidades de que padecem.

Odério de Castro que está com problemas nos olhos, é um dos vários pacientes que regressou a casa sem os medicamentos recomendados pelo médico, uma vez que foi informado, na farmácia, que nenhum dos fármacos, que lhe foi receitado, estava disponível no hospital.

Eu tive infecção no olho esquerdo, mas os medicamentos não existem, conforme consta na receita. Assim devo recorrer a farmácias privadas”, lamentou Odério de Castro.

O assunto é do conhecimento do director nacional da Central de Medicamentos, que, no entanto, garante que os medicamentos já estão disponíveis na província e serão alocados às unidades sanitárias.

Primeiro, vamos responder a doenças básicas. Desde esta manhã estou no hospital, de facto alguns medicamentos não têm. Vamos fazer o aviamento, mesmo que ainda não tenhamos registado os medicamentos, para que os doentes não saiam prejuízos”, garantiu António Hassane.

Refira-se que até então ainda não foram apuradas as causas do incêndio que destruiu o depósito de medicamentos e causou prejuízo na ordem de 220 milhões de meticais, mas as autoridades sanitárias garantem que já estão a receber fármacos e material médico-cirúrgico para repor o “stock” consumido pelo fogo.

O País