Destaque INAE apreende cinco toneladas de açúcar impróprias para o consumo

INAE apreende cinco toneladas de açúcar impróprias para o consumo

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) anunciou que apreendeu cinco toneladas de açúcar em Maputo, duas das quais impróprias para consumo humano.

Das cinco toneladas de açúcar,  encontradas no distrito da Moamba e na cidade de Maputo, três foram encaminhadas para o laboratório para a devida verificação e análise.

Estas informações foram avançadas em conferência de imprensa, em Maputo, por Virgínia Muianga, porta-voz do INAE, em balanço do período de 1 a 12 de Agosto.

Segundo ela, a INAE recebeu denúncias de existência de sacos de açúcar sem rotulagem e  imediatamente procurou saber o que estava a acontecer no mercado e de facto foi dar com açúcar sem rotulagem na província de Maputo e na cidade de Maputo.

Levamos o açúcar ao laboratório para verificação e detectou-se que é impróprio para consumo humano. Então, aqui deve ter havido um descaminho e ainda estamos a trabalhar no assunto″, afirmou.

Para tal, a Inspecção das Actividades Económicas visitou a fábrica de açúcar de Xinavane para se aperceber de alguns procedimentos ligados à sua produção, bem assim o respectivo circuito de manuseio, para além de estar a trabalhar com a Direcção Nacional do Açúcar para o esclarecimento e entendimento de alguns processos.

De acordo com Virgínia Muianga, a instituição iniciou igualmente o controlo de piscinas e ginásios, pois, sendo actividades económicas, devem ser controlados pela Inspecção das Actividades Económicas e ver se estão a ser cumpridas as regras que dão segurança ao consumidor.

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Foram visitados 26 piscinas e 46 ginásios a nível do país, tendo se constatado que alguns não têm autorização para a realização da actividade.

A fonte disse que neste momento o trabalho é ainda pedagógico, sendo o primeiro que a INAE está a realizar para transmitir aquilo que são as regras para se poder exercer a actividade com segurança e foram todos chamados atenção no sentido de regularizarem a sua situação e corrigir o que vai mal. “Em alguns locais encontramos treinadores sem carteira profissional, quer dizer, são amadores”, disse.

De acordo com a porta-voz, nas piscinas a visita visa o controlo das águas, através de laboratórios, para se ter a certeza de que aquelas águas estão em condições para tal, porque de lá as pessoas podem sair contaminadas.

No período em referência foram fiscalizados 496 estabelecimentos a nível nacional, sendo que 8 resultaram na aplicação de multas, num valor total que ascende pouco mais de 600 mil meticais e grande parte dos processos ainda está em tramitação, devido à localização dos respectivos estabelecimentos, para além da destruição de produtos fora de prazo, num valor de cerca de 124 mil meticais.

Jornal Notícias

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