Destaque Governo moçambicano mobiliza meios para regresso de refugiados no Malawi

Governo moçambicano mobiliza meios para regresso de refugiados no Malawi

O Governo moçambicano está a mobilizar meios para o repatriamento dos mais dois mil moçambicanos refugiados no Malawi, anunciou o Director do Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas.

Estamos a mobilizar os meios e as pessoas para o regresso“, afirmou Junqueira Manhique, que falava à imprensa à margem do primeiro dia do Fórum da Diáspora Moçambicana, que decorre desde hoje em Maputo.

Dados citados pela AIM indicam que 2.606 pessoas encontram-se refugiadas no Malawi, contra as 12 mil que o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) chegou a contabilizar há vários meses.

As confrontações entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, maior partido de oposição em Moçambique, na província de Tete, centro de Moçambique, são apontadas como a principal causa da saída de moçambicanos para o Malawi.

Sem avançar detalhes sobre o processo, o Director do Instituto Nacional Para as Comunidades Moçambicanas no Exterior, um órgão do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, disse que a reintegração destas pessoas constitui uma prioridade para o Governo e, em breve, os refugiados estarão no seu país de origem.

É difícil prever prazos, na medida em que se trata de uma mobilização de pessoas também“, declarou Junqueira Manhique.

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Na semana passada, Moçambique, Malawi e o ACNUR chegaram a entendimento para a assinatura em breve de um acordo para o repatriamento dos moçambicanos no país vizinho.

Do número total de refugiados, 1.832 estão a ser assistidos em Luwani, um acampamento que já recebeu moçambicanos durante a guerra civil e foi reactivado recentemente, e os restantes encontram-se em Kapise.

Em Abril, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou que os dois países criariam uma comissão conjunta para a resolução da situação dos refugiados moçambicanos abrigados no Malawi, defendendo a necessidade de condições para o seu regresso.

Moçambique tem conhecido um agravamento dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, além de acusações mútuas de raptos e assassínios de militantes dos dois lados.

O Governo moçambicano e a Renamo retomaram em finais de maio as negociações em torno da crise política e militar em Moçambique, após o principal partido de oposição ter abandonado em finais de 2015 o diálogo com o executivo, alegando falta de progressos no processo negocial.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória eleitoral.

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