Sociedade Criminalidade Polícia deteve 16 cambiadores de rua na praça de Chimoio

Polícia deteve 16 cambiadores de rua na praça de Chimoio

A Polícia moçambicana deteve 16 cambiadores ilegais de rua, que também eram agiotas, por venda ilícita de moedas estrangeiras numa praça de Chimoio, a capital de Manica, centro do país, disse hoje à Lusa fonte policial.

Elcídia Filipe, porta-voz do comando provincial da Polícia em Manica, disse que além da detenção dos “dólar man”, na operação a polícia apreendeu na posse destes 133.800 meticais.

São cambiadores ilegais, que exerciam esta prática de troca de moedas sem a devida autorização em plena via publica e perante os olhos das autoridades” justificou Elcídia Filipe a operação da terça e quarta-feira que abrangeu cambiadores ilegais da rua Patrice Lumumba e da praça da Independência, no centro da cidade de Chimoio.

Paralelamente burlavam os seus clientes, que posteriormente se apercebiam que não tinham o valor que obedecia o câmbio do dia, fora o porte e uso de notas falsas (durante as operações de cambio)”, precisou a fonte, assegurando que esta situação pesou igualmente na intervenção da policia.

Os cambiadores ilegais ocupam uma praça e uma rua de Chimoio há mais de 20 anos, onde trocam a moeda, que geralmente (dólar e rand) sai do circuito formal da banca, e depois vendido no informal á preços especulados. Os lucros eram divididos entre o cambiador e o funcionário do banco fornecedor.

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A cidade de Chimoio, que fica perto da fronteira com o Zimbabué e no principal corredor dos países africanos do interior, apenas tem uma única casa de cambio oficial a funcionar. As outras casas fecharam por concorrência desleal com os “dólar man”.

Nos balcões dos bancos comerciais para fazer o cambio de moeda estrangeira, o cliente precisa exibir um passaporte, uma medida que sugere ter tornado mais fértil o negocio do informal pela procura crescente dos serviços.

As operações do desencorajamento do cambio ilegal vão continuar por ser uma pratica que fere a lei. Ao continuarmos a ver esta pratica não podemos ficar indiferentes, a PRM vai continuar a operar e a responsabiliza-los”, disse Elcídia Filipe.

Numa operação paralela, disse, a polícia na área da primeira esquadra deteve outros dois homens na posse de 1500 meticais, após uma denuncia de um comerciante, que acabava de sofrer uma burla.

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