As condições de ensino e aprendizagem em todos os subsistemas de ensino em Moçambique continuam muito aquém do desejado, muito por culpa dos imensos problemas que ainda persistem no sector da educação resultante da falta de recursos financeiros.

O porta-voz do Ministério da Educação, Eurico Banze disse em entrevista concedida esta segunda-feira (18), em Maputo que não se pode ter um processo de ensino e aprendizagem de qualidade, enquanto persistir deficientes condições de trabalho.

Banze aponta como problemas a ainda existência de turmas numerosas, falta de condições de higiene e de infra-estruturas para leccionação, bem como a exiguidade de professores para responder as necessidades do sector que aumenta a cada ano lectivo, devido ao incremento de novos ingressos, com enfoque para as classes de iniciação.

Segundo o porta-voz a escassez de dinheiro para responder as necessidades do sector da educação impede a adopção de novos mecanismos e medidas para estancar os problemas existentes. Apesar desta limitação trabalhos estão em curso para minimizar a situação, através da construção paulatina de novas salas de aulas, redução gradual do elevado rácio aluno-professor, criação de incentivos ao corpo docente, entre outros.

Outro fenómeno que de acordo com o Banze continua uma dor de cabeça ao sector relaciona-se com a fraca monitoria, fiscalização, morosidade no pagamento das horas extras, progressão de carreiras e o ainda precário salário que não responde as necessidades do corpo docente.

“Precisamos acelerar o processo de construção de novas salas de aulas, fortalecer os recursos humanos, melhorar os aspectos técnicos ainda deficientes e bem como dotar os gestores escolares de ferramentas básicas que contribuam num ensino virado para o saber ser, estar e fazer”, concluiu Banze.