A Associação dos Vendedores e Importadores Informais de Moçambique,vulgarmente conhecida por MUKHERO, denuncia actos de corrupção nas zonas fronteiriças do país, e apela a Autoridade Tributária (AT) para criar mecanismos de resolver aquele tipo de actos ilicitos.

Na opinião dos Mukheristas citados pelo jornal “O Pais”, esses actos retardam o desenvolvimento e crescimento das suas atividades, e exigem um sistema equilibrado e justo de taxas de impostos.

Num seminário realizado na ultima sexta-feira, em Maputo entre os Mukheristas e a AT com objectivo de coordenar acções para o desenvolvimento do comércio informal nas zonas fronteiriças, os empreendedores exigiram ao órgão competente para criar um sistema equilibrado e justo de taxas de impostos, de modo que estes tenham também rendimento nas suas actividades.

Adiante, aproveitaram a ocasião para denunciar vários actos de corrupção que têm se verificado nas fronteiras nacionais, e partilharam a opinião de que as receitas e os impostos que pagam devem ser direcionados para os cofres do Estado e não para bolsos de pessoas singulares como tem acontecido.

“A corrupção nas fronteiras é uma realidade, atingiu níveis alarmantes nas fronteiras terrestres de todo o país, e nós estamos cansados de perder dinheiro”, disse a Associação dos Vendedores e Importadores Informais de Moçambique, através do seu Presidente, Sudecar Novela.

Os comerciantes entendem que, se essas cobranças ilícitas continuarem a se fazer sentir, dificilmente as actividades que desenvolvem poderão atingir o desenvolvimento e crescimento por eles esperado. “Esses actos eliminam esta possibilidade”, acrescentou Novela.

Igualmente pediram aos quadros da AT para uma eliminação total da corrupção nas fronteiras e redução das excessivas taxas aduaneiras.