Moçambique é considerado um dos três principais destinos de investimento em África, chegando a comparar-se com Angola e por via disso vai receber nos próximos anos projectos de infra-estruturas avaliados em 32 mil milhões de dólares, segundo o Deutsche Bank.

Segundo escreve o jornal notícias na sua edição de hoje (29) citando a analista do Deutsche Bank, Claire Schaffnit-Chatterjee, o crescimento económico no país estará acima dos 8 por cento ao ano até 2019, beneficiando de um ambiente macro-económico positivo.

“A mineração de carvão, investimento em infra-estruturas de transportes e o desenvolvimento do sector do gás natural deverão impulsionar o crescimento nos próximos anos. Também os serviços financeiros e construção serão sectores com elevado crescimento”, afirma a analista citada pela agência Macauhub.

Moçambique, adianta, tornou-se hoje num importante destino para o investimento estrangeiro, tendo captado nos últimos dois anos 5 mil milhões de dólares, o equivalente a um terço do seu PIB, destinados ao desenvolvimento de reservas de gás natural, carvão e também estradas, ferrovia e instalações portuárias necessárias.

A multinacional brasileira Vale está a investir 6,5 mil milhões de dólares num terminal e 900 quilómetros de linha-férrea para ligar a mina de carvão de Moatize ao porto de águas profundas de Nacala, prevendo duplicar as suas exportações até ao próximo ano, quando o carvão dever se tornar no principal produto vendido ao estrangeiro, suplantando o alumínio.