A mineradora brasileira “Vale Moçambique” está a ponderar vender 50% da sua participação do Corredor de Nacala, ainda este ano. A iniciativa, segundo o presidente da “Vale em Moçambique”, Murilo Ferreira, visa, por um lado, minimizar os riscos em caso duma eventual crise financeira, tal como sucedeu em 2008. Mas, por outro lado, visa diminuir a sua obrigação ou investimento de capital da própria empresa e assegurar que, após a venda, a empresa tenha maior controlo sobre o projecto.

A empresa mineira tem uma participação de 70% na construção da linha férrea que liga Moatize, em Tete, ao porto de Nacala, na província nortenha de Nampula. É através desta linha que boa parte do carvão que a “Vale” explora em Moatize deverá ser escoada.

Recentemente a “Vale” anunciou um prejuízo na ordem dos 44 milhões de dólares americanos, apesar de ter produzido um milhão de toneladas de carvão mineral, só nos primeiros três meses do ano em curso.