Problemas tais como a insuficiência de alguns produtos alimentares de primeira necessidade, a existência de elevadas quantidades de produtos fora do prazo em circulação em diferentes mercados do território moçambicano, a especulação e o agravamento de preços mancharam a última quadra festiva, porém, a multas aplicadas pelas autoridades aos prevaricadores geraram 2.516.210 meticais aos cofres do Estado.

Armando Inroga, ministro da Indústria e Comércio, disse que só os produtos fora de prazo não quantificados estavam avaliados em 892.981.00 meticais. Em relação às cidades de Maputo, da Beira, de Quelimane e Lichinga, os preços de tomate, da batata-reno e de ovos dispararam devido à chuva que dificultou o escoamento de mercadorias, para além da fraca capacidade de produção de ovos no mercado interno e, também, a recolha de vasilhames de refrescos em garrafa, o que culminou com a baixa oferta deste produto.

O consumo de energia aumentou e acabou por sobrecarregar as linhas, o que resultou na restrição do seu fornecimento, sobretudo nos distritos de Mabote, Vilanculos, Inhassoro e Govuro, na província de Inhambane, e no Distrito Municipal KaMaxaquene, na capital do país, segundo o governante, para quem o problema fez com que o Governo criasse medidas alternativas e intervenções técnicas com vista a reforçar, repor e substituir alguns equipamentos de electricidade obsoletos.

Combustível e acidentes de viação

Relativamente ao combustível, Inroga explicou que a deficiente planificação por parte dos gestores das gasolineiras contribuiu para a roptura de stock, o que foi influenciado, também, pela grande procura no período de festas em causa.

Em conferencia de Imprensa sobre o balanço da quadra festiva realizada esta segunda-feira (06), em Maputo, o ministro lamentou ainda o facto de as festividades terem sido manchadas por óbitos e ferimentos causados pelos acidentes de viação, por afogamentos nas praias, consumo excessivo de álcool, principalmente da famosa bebida alcoólica chamada “Tentação” e “Boss”, o que em parte concorreu para a ocorrência de agressões físicas e sinistralidades rodoviárias.

Migração

No que tange ao movimento migratório, durante a quadra festiva de 2013, entraram em Moçambique 86 mil viaturas através da fronteira de Ressano Garcia, contra 88.543 em igual período do ano anterior, e mais de 47 mil pessoas haviam regressado para os locais de origens até sexta-feira (04) passada.