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Patrulhamento nos bairros de Maputo e Matola: Ministro do Interior pede calma para evitar mortes

Entre domingo e quarta-feira seis pessoas morreram na sequência de campanhas de patrulha desordenada, levadas a cabo nos bairros do Município da Matola, onde se proíbe a circulação de pessoas.

Falando a imprensa à margem de um encontro de emergência que serviu para analisar e traçar estratégias de combate à criminalidade juntamente com as governadoras da cidade e província de Maputo, Lucília Hama e Maria Jonas, respectivamente, que contou ainda com a presença do presidente do Município de Maputo, David Simango, e do Comandante-Geral da Polícia, Jorge Khálau, o ministro do Interior voltou a reprovar o facto de moradores de alguns bairros insistirem na realização de patrulhas descoordenadas e sem obedecer a nenhum comando policial, facto que está a resultar na morte de pessoas, algumas delas inocentes e confundidas com criminosos.

“Infelizmente, é de lamentar este tipo de acontecimentos. Por isso que recomendamos a todos que o trabalho de patrulhamento deve ser coordenado e dirigido pelos comandantes das esquadras e dos postos policias, que é para evitar mortes desnecessárias. Os patrulhamentos menos sucedidos resultam em tragédia. Temos que evitar fazer patrulhamentos descontrolados porque resvalam em situações menos desejadas” , apelou o ministro Alberto Mondlane.

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Respondendo a uma pergunta dos jornalistas sobre se o Ministério do Interior iria satisfazer o pedido da população de se destacar a Força de Intervenção Rápida (FIR) e os militares para patrulharem os bairros neste momento abraços com uma elevada onda de criminalidade, o Ministro do Interior respondeu nos seguintes termos:

“É preciso que estejamos calmos e deixemos que os comandantes dirijam as operações no terreno. É nas unidades policiais onde se deve fazer o esquema e plano de operações. Não podemos dizer que vai esta ou aquela força realizar o trabalho de patrulha. No terreno, os comandantes saberão o que é melhor para devolver a tranquilidade que todos nós almejamos” – explicou.

Disse ser positivo o balanço que se pode fazer em relação ao anúncio da implementação de novas medidas de combate à criminalidade por si apontadas na última sexta-feira. É positivo, na sua óptica, porque “a interacção entre a Polícia e os moradores melhorou bastante. Ainda há alguns fenómenos menos conseguidos mas derivam do próprio processo que é a razão pela qual continuamos a trabalhar”.

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