A informação foi dada a conhecer na passada terça-feira por Rui Fonseca, coordenador nacional do programa de construção acelerada de infra-estruturas escolares, que em Lichinga orientou um seminário nacional que reuniu todos os gestores do programa e responsáveis da administração e finanças de todo o país.

De acordo com a nossa fonte, a capacitação rotineira que tem vindo a acontecer nos últimos anos tem em vista dotar os gestores e coordenadores provinciais do programa de ferramentas que possam viabilizar os vários desafios que o MINED tem, nomeadamente no que à construção de salas de aulas diz respeito, sem pôr de lado a temática principal, que é a questão da gestão financeira.

O MINED está, gradualmente, a descentralizar o programa de construção acelerada de infra-estruturas escolares de forma a permitir que as províncias possam decidir sobre que tipo de salas de aulas devem construir, sem prejuízo da regulamentação institucional no que se refere à qualidade de obras que se pretende oferecer aos alunos.

Instado a pronunciar-se sobre o estágio das obras abandonadas um pouco por todo o país, Rui Fonseca revelou que em todo o país existem mais de 500 salas de aulas abandonadas, mas, entretanto, desdramatizou a questão, indicando que a situação está a ser controlada nos últimos anos, mercê da tomada de medidas correctivas, que passam pela auditoria e responsabilização das pessoas envolvidas.

“Estamos a lançar concursos públicos para a contratação de auditores, que poderão esclarecer algumas situações não muito claras que ocorrem em alguns processos de empreitada”, explicou a nossa fonte, que anunciou, por outro lado, a retoma de algumas obras cuja situação já foi esclarecida.

Por sua vez, falando na condição de anfitrião, Amado Assique, director provincial da Educação e Cultura de Niassa, sublinhou que o Plano Estratégico da Educação em vigor aponta como desafio principal a criação de condições para o acesso à educação de todas as crianças em idade escolar, sendo que o volume das obras que a instituição coloca a várias instituições de ensino é uma clara demonstração do esforço do governo em aumentar a rede de infra-estruturas educacionais e, consequentemente, expandir as oportunidades de acesso à educação.

A terminar, Assique deu a conhecer a construção, em Lichinga, das escolas secundárias nos bairros de Chiulugo e Namacula, e de um instituto médio agrário, orçados em pouco mais de 13.682.929,50 dólares americanos, para além da construção, no distrito de Majune, de um instituto médio agrário, cujo valor não foi revelado.

André Jonas – Noticias