Esta diminuição no nível geral de preços vem contrariar a tendência de agravamento de preços que se verificou nos primeiros quatro meses do ano.

A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi responsável por 0,54 pontos percentuais negativos do total da inflação mensal. Deste grupo, a diminuição de preços do Tomate (15,1 por cento), do Coco (5,3 por cento), do Feijão manteiga (5,3 por cento), do Peixe fresco, refrigerado ou congelado (excl. Carapau) (2,5 por cento) e do Arroz (1,3 por cento) teve um impacto no nível geral de 0,71 pontos percentuais negativos.

Segundo o INE, tendência contrária teve a divisão da Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis ao contribuir no total da inflação mensal com 0,12 pontos percentuais que têm a ver essencialmente com o aumento do preço do carvão vegetal (5,0 por cento).

O Instituto Nacional de Estatísticas frisa ainda que de Janeiro a Maio, o nível geral de preços sofreu um agravamento de 2,65 por cento, que tem explicação na alta de preços de alimentos e bebidas não alcoólicas (3,34 por cento) e da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis (4,34 por cento). Estes dois grupos concorreram para uma contribuição de 2,04 pontos percentuais positivos no total da inflação acumulada.

O agravamento de preços do carvão vegetal, do coco, da farinha de milho, do feijão manteiga, da cebola e da farinha de mandioca, contribuiu no total da inflação acumulada com aproximadamente 1,77 pontos percentuais positivos.

Preços com tendência a cair

No que respeita à inflação homóloga, o INE reporta que os preços do mês de Maio, quando comparados como os de Abril, indicam que o país teve um aumento do nível geral de preços na ordem de 4,90 por cento. A divisão de educação, tal como ocorreu nos meses anteriores deste ano, foi a que maior aumento de preços registou com 9,89por cento, seguida da divisão de bebidas alcoólicas e tabaco com 8,92 por cento de aumento.

A divisão da alimentação e bebidas não alcoólicas teve, em termos homólogos, um agravamento de preços na ordem de 6,49 por cento, o que representa uma desaceleração de 0,13 pontos percentuais face a Abril.

A nível das cidades, Maputo e Beira registaram em Maio quedas de preços face ao mês anterior em 0,41 por cento e 1,74 por cento, respectivamente. Tendência contrária teve a cidade de Nampula com um aumento do nível geral de preços na ordem de 0,19 por cento.

“De Janeiro a Maio há um agravamento de preços em todas as cidades. Maputo lidera esta tendência de aumento com 2,96 por cento, seguida de Nampula com 2,90 por cento e finalmente Beira com 1,18 por cento”, refere o INE em comunicado de imprensa a que tivemos acesso.

Em termos homólogos, os preços de Maio igualmente agravaram-se nas três cidades: Nampula está na dianteira com 5,62 por cento; Maputo está na posição intermédia com 5,10 por cento e Beira tem o aumento mais suave com 2,74 por cento.

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