Sociedade Criminalidade Militar mata esposa e enteada

Militar mata esposa e enteada

Desconhecem-se ainda as razões que terão levado Arnaldo Namacurra, afecto às forças de defesa e segurança, a disparar à queima-roupa contra Eulália Lhongo, de 45 anos, e Tânia Litsure, 27, esta última que deixou um bebé de apenas dois meses. As duas vítimas vão esta tarde a enterrar no Cemitério de Lhanguene, após o velório que terá lugar na sua residência.

Ao que soubemos ontem da família, o número de vítimas teria sido maior, pois o homicida, após atingir as duas mulheres, apontou a arma ao enteado, Hélio Litsure, que só escapou porque conseguiu golpear o padrasto, arremessando contra ele um computador portátil que na altura trazia nas mãos.

Vânia Namacurra, de 15 anos, que assistiu à morte da mãe e da meia-irmã cerca das 21 horas, contou a nossa fonte que tudo estava aparentemente bem no seio da família até àquela noite fatídica em que houve uma pequena desavença entre o pai e o seu meio-irmão Hélio, facto que se deu antes do regresso da mãe que criava e vendia frangos de corte.

A pequena Vânia conta que o pai a chamou para o quarto, entregou-lhe os documentos e as chaves da motorizada na qual se faz transportar. No mesmo instante, confidenciou-lhe que ia “fazer um filme” e que ela não deveria dizer a ninguém.

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De seguida, dirigiu-se à sala de estar onde as duas mulheres viam televisão, desligou o aparelho e, quando a esposa o exigiu explicação da tal atitude, Arnaldo Namacurra sacou da arma e disparou a queima-roupa contra ela e depois a enteada, relatou a testemunha.

O homem virou-se apontando a arma ao seu enteado Hélio que procurava saber o que se estava a passar mas, quando o homicida ia apertar o gatilho da pistola, o jovem foi lesto e lançou o laptop que trazia nas mãos, o que descontrolou o atirador e se pôs em fuga.

A enteada ficou inanimada, mas a esposa ainda foi levada com vida pelos vizinhos para uma viatura na qual viria a morrer na zona de Miramar a caminho do hospital.

O autor dos disparos abandonou a casa logo de imediato e só regressou a ela após a retirada das vítimas pelos vizinhos. Apagou as luzes e saiu definitivamente da casa para parte incerta. Não há ainda registo da detenção do militar por parte da Polícia da República de Moçambique, sabendo-se apenas que decorrem diligências nesse sentido.

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