
De acordo com Francisco Pereira, Vice-Ministro das Obras Publicas e Habitação, a circulação de carros sobre a nova ponte seria retomada por volta das 23.00 horas de ontem, momento em que se previa terminar a montagem da estrutura metálica, deslocada de Inhambane para Chicumbane.
Falando ao nosso Jornal a partir daquela baixa, Francisco Pereira, disse que o tráfego de carros seria aberto de forma limitada, ou seja, circular-se-ia num sentido de cada vez uma vez que a infra-estrutura é estreita e suporta peso limitado.
“Estamos agora a lançar a ponte metálica. A nossa expectativa é que os trabalhos sejam concluídos até às 23.00 horas, altura em que se abrirá o tráfego”, disse o governante, cerca das 17.00 horas de ontem.
A ponte cujos encontros sofreram efeitos da erosão é a primeira a partir de Chicumbane em direcção a Xai-Xai num universo de cinco unidades, sem contar com a móvel, mais conhecida por “Pontinha”, a que dá acesso à cidade capital de Gaza.
Dados em nosso poder indicam que a ponte ficou com as suas fundações suspensas em consequência de uma erosão provocada pela corrente das águas.
Cecílio Grachane, director-geral da Administração Nacional de Estradas (ANE), explicou que as águas transportaram sedimentos e vegetação, bloqueando a passagem por baixo da ponte, o que originou a erosão dos encontros.
Técnicos da ANE que estiveram no local desde sexta-feira e na madrugada de sábado, decidiram pelo encerramento de passagem de veículos para permitir os trabalhos de correcção.
Rapidamente formaram-se filas enormes de viaturas para atravessar o Limpopo desde a parte alta da cidade de Xai-Xai à zona da “Pontinha” e da entrada de Chicumbane em direcção à capital provincial de Gaza.
O corte da circulação rodoviária em Chicumbane ocorreu dois dias após a destruição da ligação entre o posto administrativo de Chissano e a vila de Chibuto, o que fez com que Maputo e o sul de Gaza ficassem isolados do resto do país, cenário com custos económicos e estruturais, tendo em conta a dependência das demais províncias da capital do país.
Cecílio Grachane, director-geral da ANE, disse na tarde de sábado que a montagem da ponte metálica interrompeu até a circulação de peões sobre a mesma, o que ainda acontecia até a noite de sábado.
Nesse sentido, embarcações operadas pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique transportavam cidadãos de um ponto ao outro da ponte em causa, donde podiam caminhar no sentido de Xai-Xai ou de Chicumbane.
Além do vice das Obras Públicas e do DG da ANE, os trabalhos tinham a supervisão de Elias Paulo, presidente do Conselho de Administração do Fundo de Estradas.
Mesmo assim, milhares de outros passageiros e de automobilistas cuja natureza das condições e destinos não permitia largar um carro num ponto e continuar viagem num outro continuavam no local cerca de 36 horas à espera de uma luz verde para atravessar, o que deve ter ocorrido a partir das 23.00 horas de ontem.















