Uma organização não-governamental belga iniciou a construção de um laboratório em Maputo, para treinar ratos a ajudar os serviços de saúde moçambicanos a detectar a tuberculose, anunciou ontem a Apopo, que criou o método original.
Os ratos vão ser treinados, no laboratório em construção na capital moçambicana, a farejar amostras de escarro humano, a partir das quais vão detectar a bactéria da tuberculose, uma doença frequentemente associada ao vírus da Sida. Os primeiros animais devem estar operacionais até ao final do ano, acrescentou.
A decisão foi tomada depois do êxito da contribuição dos ratos nas operações de desminagem em Moçambique e no diagnóstico da tuberculose na Tanzânia, disse a ONG.
Um acordo neste sentido foi assinado entre as autoridades moçambicanas e da região de Flandres, na Bélgica, em Agosto de 2011.
“Nós tivemos um pedido da primeira-dama (Maria da Luz Dai Guebuza) e do ministro da Saúde (Alexandre Manguele), que queriam reproduzir os resultados” com os ratos, disse à agência noticiosa francesa AFP Tess Tewelde, responsável da Apopo em Moçambique, citado pela Lusa.
Os ratos da Gâmbia (Cricetomys gambianus), animais que podem ter o tamanho de um gato, são famosos pelo olfacto excepcional e também são treinados para encontrar minas terrestres.