Estudantes e professores saíram às ruas da capital argentina para exigir que o governo do Presidente Javier Milei cumpra a Lei de Financiamento Universitário.
A manifestação, que marcou a Quinta Marcha Federal Universitária, concentrou-se em frente ao Congresso Nacional e acabou por degenerar em confrontos entre os participantes e as forças de segurança.
Agentes policiais utilizaram gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, enquanto alguns manifestantes responderam com o arremesso de pedras. De acordo com dados do Ministério da Segurança, pelo menos cinco agentes da polícia ficaram feridos durante os distúrbios.
Reivindicações e Reacções Políticas
O protesto surge após vários dias de greve e paralisações no meio académico, com os manifestantes a exigirem o cumprimento das determinações judiciais relativas ao sector educacional. As principais exigências da mobilização incluem:
- Actualização dos recursos orçamentais destinados às instituições de ensino superior públicas;
- Reposição das perdas salariais acumuladas pelo corpo docente;
- Recomposição dos fundos destinados às bolsas de estudo dos estudantes.
Com bandeiras de sindicatos e associações estudantis, os manifestantes exibiram cartazes com slogans como “Milei, cumpra a lei” e “A universidade pública é um direito, não um privilégio”.
O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou publicamente a postura do Executivo federal. Numa publicação na rede social X, o governante afirmou que a nova mobilização demonstra que os cortes na educação representam um erro grave para o país. “Enquanto todos os países do mundo escolhem proteger suas capacidades em inovação tecnológica e científica, o Governo nacional insiste em destruir algo tão precioso para nosso povo, que vai continuar lutando para defender seus direitos”, declarou Kicillof.

















