A província de Gaza encontra-se em luto após a trágica notícia do falecimento de Rosita, uma jovem cuja história marcante a tornou um ícone de resistência e esperança em Moçambique.
Rosita faleceu no Hospital Rural de Chibuto, onde esteve internada vários dias devido a complicações relacionadas com anemia, conforme confirmou a administradora do distrito, Cacilda Banze.
Nascida a 1 de Março de 2000, Rosita ganhou notoriedade por ter visto a luz do dia em circunstâncias dramáticas. Durante as cheias devastadoras que afectaram várias províncias sulistas do país, incluindo Gaza, Maputo e Inhambane, sua mãe, apanhada de surpresa pela rápida subida das águas, procurou refúgio numa árvore. Foi naquele local que, sem assistência médica, deu à luz, tornando Rosita um símbolo de sobrevivência em tempos de crise.
O seu nascimento, em plena adversidade, ficou na memória colectiva dos moçambicanos, simbolizando a força da vida. Ao longo de 26 anos, a sua história ressoou nas comunidades, inspirando muitos.
Rosita desempenhava funções como colaboradora no Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em Maputo, contribuindo para a mitigação dos efeitos de calamidades no país. A sua partida deixou uma marca indelével na tristemente célebre trajectória de vida que sempre a acompanhou.
















