A Ordem dos Engenheiros de Moçambique (OrdEM) anunciou que se prepara para realizar as suas eleições no dia 26 de Fevereiro de 2026, introduzindo pela primeira vez o voto electrónico. Este será o quinto sufrágio desde a fundação da agremiação.
Cerca de 4.000 engenheiros efectivos, cujas situações estão regularizadas, poderão escolher os novos órgãos sociais para o período de 2026 a 2030, num processo totalmente conduzido por meio electrónico. Apesar da filiação actual de aproximadamente 9.240 membros, apenas os engenheiros efectivos que estão em conformidade estatutária terão direito de voto, resultando assim numa participação inferior à metade do total de membros.
As informações sobre o processo eleitoral foram divulgadas durante uma conferência de imprensa, pela Mesa da Assembleia Geral da OrdEM, constituída pelos engenheiros Nelson Boete, Silvino Moreno e Elca Ramos, com a colaboração de Giovane Massinga, representante da Electricidade de Moçambique (EDM), entidade parceira na implementação da solução tecnológica de votação.
Nelson Boete, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, elogiou a considerável evolução da Ordem, que iniciou as suas actividades em 2004 com apenas 760 inscritos. Actualmente, o número foi multiplicado por mais de dez, permitindo a expansão para nove colégios profissionais, em vez dos cinco anteriormente existentes, que abrangiam áreas como Engenharia Civil, Electrotécnica, Mecânica, Química, Agronómica e Florestal.
Boete ressaltou as vantagens do modelo electrónico, que possibilita a participação dos engenheiros em qualquer lugar, bastando para tal aceder à plataforma designada. O sistema também garante transparência e divulgação de resultados no próprio dia da votação. Giovane Massinga reiterou que a cooperação entre a EDM e a OrdEM começou em 2021, em resposta à necessidade de garantir eleições seguras durante o contexto pandémico. “A EDM desenvolveu a plataforma usada em 2021 e está agora a fortalecer o sistema,” afirmou.
Massinga explicou que a solução adoptada se baseia em quatro pilares fundamentais: autenticação rigorosa dos usuários, sigilo absoluto do voto, contagem automática e em tempo real, e acessibilidade total, garantindo funcionamento em todo o território nacional e na diáspora.
Silvino Moreno informou ter sido aprovado um regulamento eleitoral específico, que define os critérios de elegibilidade e constitui uma comissão eleitoral composta por engenheiros da própria Ordem. O processo será também supervisionado pela Ordem dos Advogados de Moçambique.
Elca Ramos destacou o aumento significativo de jovens no sector e apelou à sua activa participação. “É fundamental que os jovens regularizem a sua situação e se envolvam na vida da Ordem. A criatividade e as novas ideias que trazem podem impulsionar o desenvolvimento da classe,” frisou.
Ramos também observou que muitos jovens questionam o papel da Ordem, mas enfatizou que “o crescimento colectivo só será possível se todos contribuírem diariamente para fortalecer a instituição.”
A OrdEM, presente em quase todas as províncias de Moçambique e com representação a consolidar apenas em Niassa, operações formais desde 2004, após a aprovação dos seus estatutos em 2002, prepara agora a sua quinta eleição, sublinhando um percurso de regularidade institucional e crescente profissionalização.
















