A crescente presença de mototáxis nas artérias da província de Maputo tem transformado o panorama da mobilidade, mas também contribuído para um aumento alarmante no número de acidentes de viação.
Esta alternativa de transporte, embora popular, tem demonstrado ser uma fonte significativa de perigos nas estradas, resultando em lesões graves e fatalidades.
Os mototaxistas operam predominantemente nas principais vias de Boane, Matola-Rio, Mozal, KaTembe e na cidade da Matola, onde a imprudência é uma constante. Ao desafiar as regras de trânsito e, em muitos casos, a própria sorte, estes condutores estão a colocar em risco não só as suas vidas, mas também as dos passageiros e de outros utentes da via.
O Hospital Provincial de Maputo (HPM), a principal unidade sanitária da região, tem sido um reflexo directo das consequências desta situação.
Os serviços de emergência estão a receber um fluxo crescente de vítimas de acidentes de mototáxi, com lesões que variam de escoriações a incapacidades permanentes e, em casos mais extremos, mortes que poderiam ser evitadas.
Um dos casos mais recentes é o de Michaque Sitoe, um homem de 30 anos que se encontra internado no HPM. Com a perna e o braço imobilizados, além de várias escoriações na cabeça, Michaque não se recorda do acidente que ocorreu há apenas dois dias. Acompanhado pela esposa, ele apenas sabe que, no dia 2 de Abril, ao final da tarde, foi colhido por um transporte semi-colectivo após deixar um cliente na Massaca, vindo da Vila de Boane.
















