O Mercado Grossista do Zimpeto, situado na capital moçambicana, encerrará as suas actividades a partir de hoje e por um período de cinco dias.
Esta interrupção visa a reorganização das bancas, a limpeza do espaço, a remoção de estacas ilegais e a cobrança de taxas, após três meses de suspensão das actividades administrativas e fiscais devido a conflitos pós-eleitorais.
A Vereação de Mercados e Feiras já se deslocou ao local para informar os vendedores sobre a suspensão das actividades, bem como para sensibilizá-los sobre a importância do pagamento das taxas e indicar alternativas para o comércio durante este período.
Olímpia Nhanombe, administradora do mercado, esclareceu que a iniciativa tem como objectivo repor a ordem, restaurar a normalidade e garantir a higiene no espaço, além de reduzir os actos ilícitos que têm ocorrido, perpetrados por indivíduos desconhecidos, vendedores não autorizados e angariadores de clientes.
“Começámos por avisar os comerciantes para que vendam em locais alternativos nos próximos cinco dias. Vamos cobrar taxas, aumentar a vigilância para evitar roubos e agressões físicas e retirar as estacas colocadas durante a demarcação ilegal das bancas”, explicou Nhanombe.
A administradora também advertiu que os vendedores que se recusarem a pagar as taxas serão expulsos do mercado. No entanto, a medida gerou surpresa entre os comerciantes, que expressaram a sua preocupação quanto à falta de preparação para esta paralisação, considerando que dependem das vendas para a sua subsistência.
Sócrates Malogrado, um vendedor de tomate, partilhou a sua apreensão: “Os próximos dias serão difíceis. Terei de vender fora do mercado, competindo pelos espaços com pedestres, camiões e trabalhadores informais que exercem actividades em locais fixos.”
















