O Município de Maputo anunciou a intenção de eliminar as taxas aplicadas para a conservação de corpos nas morgues e os encargos associados ao enterro nos cemitérios da capital.
A proposta, que visa aliviar o peso financeiro sobre os munícipes e garantir enterros dignos, será debatida na próxima sessão da Assembleia Municipal.
A revelação foi feita pelo Presidente do Município de Maputo, Razaque Manhique, durante a apresentação do relatório sobre o cumprimento do plano de actividades do último trimestre de 2024. “Esta medida procura facilitar a vida das famílias que enfrentam momentos difíceis, proporcionando-lhes condições para realizarem enterros dignos”, afirmou Manhique.
Actualmente, a legislação municipal estabelece custos que podem ser um fardo significativo para os cidadãos. A reserva de espaço para o enterro de um cadáver tem um custo de 4.500 meticais, enquanto a chapa de identificação das campas, que anteriormente custava 100 meticais, foi aumentada para 400 meticais. A cremação de cadáveres registou uma subida expressiva, passando de 500 meticais para 5.000 meticais, e a exumação de corpos custa actualmente 2.500 meticais.
A proposta de eliminação destas taxas reflete a preocupação da autarquia com a situação económica das famílias e a necessidade de promover práticas funerárias mais acessíveis. A expectativa é que, com a discussão e eventual aprovação desta medida, se possa oferecer um suporte mais eficaz às famílias enlutadas da capital moçambicana.
















