Sociedade Ambulâncias em Maputo alvo de ataques violentos durante serviços de emergência

Ambulâncias em Maputo alvo de ataques violentos durante serviços de emergência

O serviço de emergência da maior unidade sanitária de Moçambique, o Hospital Central de Maputo, enfrenta uma situação alarmante, com várias ambulâncias a serem alvo de ataques com pedras e outros objectos enquanto prestam assistência médica.

De acordo com informações obtidas junto do hospital, o primeiro incidente ocorreu por volta das 19 horas de ontem, na Avenida Julius Nyerere, no bairro de Hulene. A ambulância foi severamente atingida por pedras, obrigando o condutor a recuar para garantir a segurança da equipa e do paciente a bordo.

Na tentativa de contornar a situação, o motorista optou por seguir pela Avenida Cândido Mondlane, onde encontrou um grupo de manifestantes que bloqueavam a via. Devido à altura do veículo, o condutor decidiu galgar o passeio para avançar, mas foi novamente alvo de um ataque, com mais pedras a serem arremessadas na direcção da ambulância.

O percurso até ao Intaka revelou-se igualmente perigoso, com a ambulância a ser recebida por novos obstáculos e ataques à sua integridade. Outra ambulância, que se dirigia ao Hospital Provincial da Matola, também foi apedrejada nas imediações da “Maquinag”, enfrentando uma situação de risco idêntica durante o trajecto de ida e volta.

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Além destes casos, outras duas ambulâncias na cidade de Maputo relataram ter sido atacadas, o que levanta sérias preocupações sobre a segurança das equipas de saúde que, apesar de estarem em serviço para salvar vidas, sentem-se ameaçadas pelo clima de violência.

Este cenário não só limita a transferência de pacientes em situações críticas, como também gera um ambiente de medo e insegurança entre os profissionais de saúde.

As autoridades são instadas a tomar medidas urgentes para garantir a segurança das ambulâncias e das equipas médicas, assegurando que possam continuar a desempenhar o seu papel vital sem receios.

A comunidade e os órgãos de saúde fazem um apelo à paz e à compreensão, enfatizando que a violência contra os serviços de emergência compromete a assistência médica e coloca em risco vidas humanas.

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