Pelo menos 129 pessoas morreram no Nepal devido a inundações e deslizamentos de terras, e dezenas continuam desaparecidas, segundo as autoridades locais.
As equipas de resgate têm recuperado corpos de autocarros e outros veículos soterrados por derrocadas causadas pelas cheias.
A capital, Katmandu, encontra-se isolada, com as três principais auto-estradas que a ligam ao resto do país bloqueadas devido aos deslizamentos de terras. As condições têm dificultado as operações de resgate e transporte de ajuda.
Durante a noite, os socorristas conseguiram recuperar 14 corpos de dois autocarros que estavam a caminho de Katmandu e foram apanhados por uma derrocada. No mesmo local, a cerca de 16 quilómetros da capital, ontem foram retirados mais 23 corpos de veículos soterrados. As buscas continuam na esperança de encontrar mais vítimas nos escombros.
Segundo a polícia nepalesa, 86 pessoas ficaram feridas em consequência das cheias e deslizamentos, enquanto 62 permanecem desaparecidas. As autoridades temem que o número de vítimas mortais aumente à medida que mais informações vão sendo recebidas das zonas rurais e montanhosas do país, que foram duramente atingidas pelas intempéries.
O governo mobilizou as forças de segurança e as forças armadas para os esforços de resgate, com o apoio de maquinaria pesada para tentar desbloquear as estradas obstruídas pelas derrocadas e restabelecer as ligações.
Devido à gravidade da situação, o governo nepalês decretou o fecho de todas as escolas e universidades durante os próximos três dias, numa tentativa de garantir a segurança da população.
As monções, que ocorrem anualmente entre Junho e Setembro, têm sido responsáveis por tragédias como esta em toda a região do Sul da Ásia.
No entanto, especialistas alertam que o número e a gravidade das inundações e deslizamentos de terras têm aumentado nos últimos anos, o que se atribui na maioria às alterações climáticas.














