Três trabalhadores, todos membros da mesma família, morreram na quarta-feira em um tanque de fermentação de aguardente no bairro Tembwe, na cidade de Chimoio, província de Manica.
As vítimas, com idades de 25, 27 e 39 anos, higienizavam um tanque de dez mil litros utilizado para conservar aguardente, conhecida localmente como “nipa”. A tarefa foi atribuída pelo empregador, a Destilaria Provincial de Manica, pertencente ao grupo Castelo Branco.
Familiares das vítimas, visivelmente consternados e indignados, reuniram-se ontem em frente ao Hotel Castelo Branco, buscando respostas e apoio.
Samo José, um dos familiares, explicou o ocorrido: “Ao tomar conhecimento, avisei os restantes familiares e dirigimo-nos à fábrica, que operava aparentemente de forma clandestina. Descobrimos que morreram asfixiados devido aos vapores da fermentação. O primeiro entrou e desmaiou, o segundo tentou salvar o irmão e também desmaiou, e o mesmo aconteceu com a terceira vítima.”
Outro familiar, Fazbem Castigo, relatou que procuraram a direcção da empresa para obter esclarecimentos e solicitar apoio financeiro para as despesas fúnebres, mas não obtiveram resposta. “Pedimos que a justiça seja feita,” apelou, acrescentando que os proprietários da fábrica removeram os corpos para a morgue sem autorização das autoridades competentes.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) prometeu pronunciar-se posteriormente, uma vez que as investigações para apurar as causas da morte ainda decorrem. Os corpos das vítimas estão na morgue do Hospital Provincial de Chimoio, aguardando autópsia e sepultamento.
A Destilaria Provincial de Manica, onde ocorreu a tragédia, opera desde 2022.
















