Sociedade Reforço da fiscalização nos pontos de embarque em Lunga após naufrágio trágico

Reforço da fiscalização nos pontos de embarque em Lunga após naufrágio trágico

Após mais de um mês do naufrágio que resultou na morte de 98 pessoas em Lunga, ao largo da Ilha de Moçambique, a fiscalização nos pontos de embarque e desembarque de embarcações na região foi intensificada.

Antes da tragédia, a Administração Marítima contava apenas com um fiscal para toda a área costeira, mas agora o número foi reforçado para evitar que passageiros embarquem ou desembarquem sem controlo.

A administradora marítima, Sahara Luís, explicou que foram colocados fiscais permanentes em Lunga e na Ilha de Moçambique para garantir que as pessoas não se envolvam em embarcações superlotadas e desprovidas de coletes salva-vidas. Anteriormente, havia apenas um fiscal, mas agora são cinco, devido às duas estações de embarque por semana entre Lunga e a Ilha de Moçambique.

Após a tragédia, o Governo estabeleceu uma comissão de inquérito para investigar as causas do acidente e fornecer recomendações sobre medidas preventivas para evitar incidentes semelhantes no futuro. O prazo para conclusão do trabalho da comissão expirou na semana passada, aguardando-se a divulgação dos resultados do inquérito. No entanto, as autoridades locais ainda não divulgaram informações sobre o assunto, remetendo a divulgação para o INAMAR.

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O naufrágio ocorreu durante um feriado, por volta das 13h30, e as autoridades só foram informadas três horas depois do incidente.

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