O recenseamento eleitoral no distrito de Quissanga, em Cabo Delgado, deu início após a sua conclusão no resto do país, tendo sido adiado nesta província do norte de Moçambique devido à insegurança provocada por ataques de grupos insurgentes.
O processo de recenseamento em Quissanga para as eleições gerais de 09 de outubro decorrerá até ao dia 15 de maio, conforme estipulado pelo decreto aprovado pelo Conselho de Ministros de Moçambique em 23 de abril, em resposta ao pedido da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
O recenseamento eleitoral em Moçambique teve início em 30 de março e terminou em 28 de abril, com a divulgação dos números finais de eleitores inscritos em todo o país agendada para quinta-feira pela CNE.
Apesar da insegurança na região, a CNE registou em Cabo Delgado 540.190 eleitores, o que corresponde a 91,41% do previsto, segundo informações avançadas por Alberto José, vogal da comissão eleitoral naquela província.
No mesmo decreto, o Conselho de Ministros estende também o período de recenseamento eleitoral na Tanzânia até 05 de maio, devido ao atraso de nove dias na chegada do equipamento necessário à realização do processo eleitoral.
Moçambique realizará eleições gerais em 09 de outubro, incluindo as presidenciais, para as quais o atual Presidente da República e líder da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Filipe Nyusi, não concorrerá, uma vez que atingiu o limite de dois mandatos previsto na Constituição.
De acordo com a última atualização da CNE, mais de 6,6 milhões de eleitores já foram inscritos para as eleições gerais de 09 de outubro em Moçambique, dos mais de sete milhões previstos para o recenseamento.
Pelo menos 13 formações políticas já se inscreveram para o escrutínio, incluindo dois dos três partidos parlamentares, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
A província de Cabo Delgado enfrenta há seis anos uma insurgência armada, com alguns ataques reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
Desde dezembro de 2023, a insurgência voltou a intensificar-se, com vários ataques às populações e forças armadas, o que levou a uma resposta militar desde julho de 2021, com o apoio inicial do Ruanda, que enviou mais de 2.000 militares, e dos países da África Austral, resultando na libertação de distritos próximos aos projetos de gás.
















