No primeiro trimestre deste ano, a Electricidade de Moçambique (EDM) sofreu um prejuízo próximo de um milhão de meticais (aproximadamente 15.690 dólares) devido à vandalização de aproximadamente uma tonelada e meia de material nas suas infraestruturas.
Os locais mais afetados por esses atos de vandalismo, conforme mapeado pela EDM, incluem Boane (Maputo), Inhambane, Mocuba (Zambézia) e Nampula.
Em 2023, a EDM enfrentou prejuízos de cerca de 29.691.950 meticais, com a ocorrência de 309 casos de vandalização, resultando em danos e perdas de quase oito toneladas e meia de material. As províncias de Inhambane e Manica lideram em número de casos no presente ano, enquanto em 2023, destacaram-se as províncias de Sofala, Gaza e Inhambane.
Os dados foram partilhados recentemente em Nampula por Meque Licenga, chefe do Departamento de Prevenção e Combate à Vandalização de Infraestruturas na Direção de Proteção de Receitas e Controlo de Perdas da EDM. Licenga explicou que os materiais preferidos pelos malfeitores são o cobre, cantoneiras e rolos, utilizados para diversos fins.
Para combater a vandalização de equipamentos e infraestruturas, a EDM delineou uma estratégia que inclui persuadir o governo a proibir a exportação de cobre como medida doméstica e recomendação regional, além de mapear todas as sucateiras, num total de 507 identificadas até o momento. Faz parte desta estratégia privilegiar a montagem de cabos de alumínio nos novos projetos.
No âmbito do envolvimento da sociedade, a EDM continuará a trabalhar para oficializar o Fórum Nacional de Prevenção e Combate à Vandalização de Infraestruturas Públicas. Licenga incentivou os jornalistas a denunciarem casos de vandalização e roubos nas comunidades, destacando a importância do jornalismo investigativo no acompanhamento e resolução deste problema.













