A justiça sul-africana está prestes a decidir sobre a ação judicial urgente movida pela presidente do parlamento, Nosiviwe Mapisa-Ngakula, visando evitar a sua detenção num caso de alegada corrupção pública.
O anúncio foi feito pela juíza sul-africana Sulet Poterill, indicando que a decisão judicial será proferida na próxima terça-feira, dia 2 de abril.
O Tribunal Superior de Pretória ouviu hoje o pedido urgente de Mapisa-Nqakula, apresentado na última sexta-feira, onde a líder parlamentar solicitou a interdição da sua detenção pelas autoridades responsáveis pela investigação de corrupção, envolvendo um montante superior a 2,3 milhões de rands (cerca de 112 mil euros).
Durante a audiência, a Autoridade Nacional de Acusação (NPA) considerou a tentativa da líder parlamentar sul-africana de evitar a detenção como “um abuso de poder”. O Ministério Público sul-africano havia solicitado a Mapisa-Nqakula que se entregasse às autoridades numa esquadra da polícia e posteriormente comparecesse em tribunal, como parte do procedimento legal.
Na terça-feira passada, investigadores da unidade policial criminal HAWKS, em colaboração com a NPA, realizaram buscas na residência de Nosiviwe Mapisa-Nqakula, em Joanesburgo, conforme relatado pelo porta-voz do parlamento, Moloto Mothapo.
No requerimento submetido ao tribunal, Mapisa-Nqakula solicitou que as entidades responsáveis pela investigação fossem impedidas de a deter, expressando a sua intenção de provar a sua inocência no caso de alegada corrupção.
A presidente da Assembleia Nacional está envolvida em alegações de suborno, relacionadas com contratos da Força de Defesa Nacional da África do Sul, durante o período em que exerceu o cargo de ministra da Defesa, entre 2012 e 2021.
















