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Daesh reivindica série de ataques em Moçambique, provocando dezenas de mortes e destruição

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O grupo terrorista Daesh assumiu a responsabilidade por 27 ataques em vilas cristãs no distrito de Chiùre, em Cabo Delgado, norte de Moçambique, nos quais afirmam que morreram 70 pessoas nos últimos dias.

Além disso, cerca de 500 igrejas, casas e edifícios públicos foram destruídos durante estes ataques.

As agências de propaganda do Daesh confirmaram a autoria dos 27 ataques que ocorreram nas vilas cristãs de Chiùre, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, relatando a morte de 70 pessoas e a destruição de 500 igrejas, casas e edifícios públicos.

Embora as autoridades moçambicanas não tenham feito comentários sobre a situação operacional, relatos de deslocados chegando à vila de Chiùre nos últimos dias descrevem ataques, destruição de hospitais, escolas e residências, além de mortes, em várias aldeias do distrito pelos insurgentes.

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, disse à Lusa na segunda-feira que os atos “macabros” que têm ocorrido há duas semanas no sul da província são perpetrados por “pequenos grupos” de “extremistas violentos”, mas que ainda acredita na reconciliação.

Estes ataques têm visado várias aldeias nos distritos do sul de Cabo Delgado, principalmente em Chiùre, após vários anos em que as ações dos insurgentes estiveram concentradas no centro e no norte da província.

Estima-se que mais de 13.000 pessoas tenham fugido apenas para a vila de Chiùre nos últimos dias, num fluxo constante de novos deslocados que chegam após vários dias de caminhada.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, tem apelado publicamente nos últimos meses ao retorno dos jovens moçambicanos alegadamente recrutados por estes grupos às suas comunidades, garantindo que serão bem recebidos. No entanto, o governador acredita que ainda há um “último grupo de jovens” no terreno que não aceita esta reconciliação.

Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada há mais de seis anos, com alguns ataques reivindicados pelo grupo extremista Daesh. O conflito resultou em mais de um milhão de deslocados e cerca de 4.000 mortes, segundo dados das agências das Nações Unidas e do projeto de registo de conflitos ACLED.