Os moradores de alguns bairros periféricos da cidade de Maputo estão indignados com a deficiente recolha do lixo, que representa um atentado à saúde pública.
A preocupação deriva do facto de o Município de Maputo ter apresentado, recentemente, dificuldades na gestão deste serviço, resultando na paralisação das actividades por parte das empresas contratadas para o efeito, devido a uma dívida de 160 milhões de meticais.
Esta situação fez com que os bairros periféricos da capital, como Chamanculo, Polana Cimento, Maxaquene, KaMavota, entre outros, estejam mergulhados num caos, onde os depósitos dos resíduos sólidos ficaram abarrotados e com lixo a transbordar.
Os moradores destes bairros queixam-se do mau cheiro, da proliferação de moscas e mosquitos, e do risco de doenças.
“É um absurdo que a gente viva nesta situação. O lixo está a transbordar dos contentores e está a espalhar-se pelas ruas. É um perigo para a saúde pública”, disse um morador de Chamanculo.
“A gente está a viver num ambiente insalubre. O lixo está a atrair moscas e mosquitos, que estão a transmitir doenças”, disse outro morador de Polana Cimento.
O Município de Maputo já anunciou que está a tomar medidas para resolver o problema. No entanto, os moradores dos bairros periféricos estão preocupados com o tempo que vai demorar para que a situação seja normalizada.














