O responsável pelo incêndio que resultou na morte de 36 pessoas em 2019 em um estúdio de animação em Quioto, no centro do Japão, foi condenado à morte, conforme anunciado por fontes locais.
Shinji Aoba, de 45 anos, foi considerado culpado por um tribunal, enfrentando acusações que incluem homicídio, tentativa de homicídio e incêndio posto.
O incêndio ocorreu no estúdio conhecido como KyoAni, causando a morte principalmente de jovens funcionários da empresa. Mais de 30 pessoas ficaram feridas. O acusado admitiu ter entrado no estúdio, espalhado gasolina e iniciado o fogo, proferindo ameaças de morte.
A motivação por trás do ataque foi alegadamente uma vingança contra a KyoAni, pois Aoba acreditava que a empresa havia roubado uma ideia para um roteiro. Essa alegação foi negada pelo estúdio e considerada delirante pelos procuradores.
O tribunal rejeitou a argumentação da defesa de que Aoba não tinha a capacidade de distinguir entre o certo e o errado devido a perturbações psiquiátricas. Os procuradores afirmaram que o acusado agiu de forma premeditada, com intenção assassina e plena consciência dos perigos ao utilizar gasolina.
A pena de morte no Japão é realizada por enforcamento, e o país mantém uma posição predominantemente favorável à pena capital, apesar das críticas internacionais. A última execução no Japão ocorreu em 2022, e mais de 100 condenados permanecem no corredor da morte no país.
















