Internacional Xi Jinping diz que enviará representante à Ucrânia para negociar a paz

Xi Jinping diz que enviará representante à Ucrânia para negociar a paz

Pela primeira vez desde o início da guerra, o presidente da China, Xi Jinping, conversou com o líder ucraniano Volodomyr Zelensky por telefone, na quarta-feira (26).

Após a ligação, o governo chinês anunciou que enviará um representante oficial para iniciar negociações de paz, na tentativa de encontrar uma solução política para o conflito com a Rússia.

A informação foi divulgada na quarta-feira (26), pela ministra-assistente do Exterior, Hua Chunying. De acordo com a porta-voz do governo chinês, Xi defendeu que “na crise da Ucrânia, a China sempre esteve do lado paz” e sua “postura central é facilitar as negociações”.

“A China enviará o Representante Especial do Governo Chinês para Assuntos da Eurásia à Ucrânia e outros países para ter uma comunicação profunda com todas as partes sobre a solução política da crise na Ucrânia”, prosseguiu a ministra.

Chunying acrescentou que “a China não criou a crise na Ucrânia, nem é parte da crise. Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e grande país responsável, não ficaria de braços cruzados nem colocaria gasolina no fogo, muito menos exploraria a situação para ganhos próprios”.

O diálogo entre os dois líderes era aguardado desde que o governo chinês apresentou o documento “Posição sobre a Solução Política da Crise na Ucrânia”, em 24 de fevereiro, com uma lista de sugestões para a resolução do conflito.

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O texto foi recebido positivamente pela Rússia e pela Ucrânia. No entanto, rejeitado pelos Estados Unidos (EUA) e países europeus.

Zelensky também divulgou o que chamou de um “longo e significativo” telefonema com Xi Jinping. O líder ucraniano diz acreditar que as medidas chinesas resultem em um “forte impulso ao desenvolvimento das relações bilaterais”.

“Tive um telefonema longo e significativo com o presidente Xi Jinping. Acredito que esta convocação, assim como a nomeação do embaixador da Ucrânia na China, dará um forte impulso ao desenvolvimento de nossas relações bilaterais.”

Resolução política do conflito

A proposta da criação de um grupo com objetivo de mediar negociações de paz no Leste Europeu é incentivada por líderes de diversos países. Entre eles, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em visita à China, o petista defendeu a proposta, e ecoou os discursos em outras viagens oficiais ao estrangeiro, como a mais recente, a Portugual e Espanha.

Além do mandatário brasileiro, Xi Jinping recebeu em Pequim o presidente da França, Emmanuel Macron, na última semana. Ao longo do conflito, o posicionamento do governo chinês é apontado como dúbio, ora defendendo argumentos de Putin para a invasão, ora enviando ajuda humanitária às vítimas na Ucrânia.

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