A Região Metropolitana do Grande Maputo enfrenta uma crise sem precedentes na oferta de carvão vegetal, afectando vendedores e milhares de famílias que têm o combustível como fonte primária para a confecção de refeições.
A situação deve-se à interrupção da emissão de licenças para produção deste recurso, aliada à degradação das vias de acesso agravada pelas chuvas e inundações das áreas de exploração.
Nos poucos mercados onde é possível encontrar o combustível lenhoso, assiste-se à especulação de preços. O saco, que custava entre 1.200 e 1.300 meticais, actualmente é comercializado a 1.600 ou 1.700. A lata de 20 litros ronda os 400 meticais, situação verificada em mercados como Mukoreano e Vulcano e na zona de Missavene, em Mavalane.
Norda Sitoe, vendedeira que adquire o recurso na província de Gaza, demonstrou preocupação com a redução da disponibilidade do produto, tendo em conta que negócio é sua única fonte de renda.
“O carvão existe nos locais de exploração mas os camiões estão paralisados por falta de licenças de transporte aos mercados e dificuldades para a sua obtenção. Estamos a tentar gerir o último stock medindo em baldes e sacos plásticos”, disse.















