O Plano de Paz na RDC e o restabelecimento das boas relações com o Rwanda vão ser aprovados hoje, em Luanda, na Cimeira que se realiza por iniciativa do Presidente da República de Angola, no quadro da mediação angolana.
Na qualidade de Campeão da Paz e Reconciliação da União Africana (UA) e de presidente em exercício da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), João Lourenço, convidou os Chefes de Estado Paul Kagame do Rwanda, Félxi Tshisekedi da RDC, Évatiste Ndayishimiye do Burundi e o an-tigo Presidente do Quénia Uhuru Keniatta.
João Lourenço informou a União Africana, durante a reunião da Mesa da Assembleia Geral, realizada, este mês, por vídeo conferência, que o diálogo é a única via para a solução do conflito na RDC e o restabelecimento das boas relações entre so dois países.
No encontro de hoje, os Chefes de Estado mais o antigo Presidente do Quénia vão apreciar, em profundidade, o dossier RDC, cujos últimos acontecimentos levaram ao agravamento da situação no Leste daquele país e tiveram como consequência política a expulsão do embaixador do Rwanda de Kinshasa.
Após uma visita de trabalho do Chefe de Estado angolano aos homólogos do Rwanda e da RDC, ficou acordado, este mês, que as partes haviam de trabalhar para uma concertação no âmbito da mediação angolana. Assim, os Governos da República Democrático do Congo (RDC) e do Rwanda reconheceram que a solução política para a crise de segurança que se vive, neste momento, na região Leste da RDC, é o Roteiro de Luanda, documento aprovado durante a cimeira tripartida da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que abordou, na capital angolana, no dia 6 de Julho deste ano, o processo de pacificação naquela zona.
A informação foi avançada pelo ministro das Relaçôes Exteriores, Téte António, no final do encontro que o Presidente João Lourenço manteve com o homólogo Félix Tshisekedi, no quadro do processo de mediação que está a levar a cabo, a mando da União Africana, para sanar o clima de tensão reinante, neste momento, entre a RDC e o Rwanda. “Há um denominador comum que é o Roteiro de Luanda e, em função disso, todos concordam que o Roteiro de Luanda é a saída política”, salientou o chefe da diplomacia angolana, lembrando que este mesmo instrumento é reconhecido pela região e, também, pelo próprio Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Téte António esclareceu que esta não é uma iniciativa nova, mas a modalidade prática de implementação é que se deve adaptar a todas as situações que possam ocorrer. Em relação ao encontro que João Lourenço manteve, com Félix Tshisekedi, no Palácio Presidencial de Kinshasa, o ministro das Relações Exteriores referiu que o mesmo não difere do que manteve com Paul Kagame, em Kigali, Rwanda, no âmbito da mediação, dado o agravamento da situação no Leste da RDC.
“Trata-se de adaptar a mediação à situação prevalente no Leste da RDC”, frisou Téte António, explicando que conciliar neste caso, significa trazer iniciativas que possam impulsionar a implementação do Roteiro de Luanda. “Nós não vamos entrar nos detalhes das discussões de Kigali e de Kinshasa. O Presidente João Lourenço tem propostas concretas para as partes analisarem no momento apropriado e verem como podem avançar”, realçou. Por seu lado, o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros da RDC, Christophe Lutundula Pen´Apala, referiu, também à imprensa, que o Presidente Félix Tshisekedi manifestou gratidão ao estadista angolano pelo empenho como mediador à busca de soluções que visam a paz para o povo congolês.
Antes da sua deslocação a Kinshasa, o estadista angolano passou por Kigali, onde manteve, também, um encontro com o homólogo Paul Kagame, e abordar o mesmo assunto.
















