Os trabalhadores da empresa australiana SIRAH, proprietária da maior fábrica de processamento de grafite do mundo, com o jazigo no distrito de Balama, província de Cabo Delgado, continuam em greve.
De acordo com o Notícias, a divergência surge pelo facto dos trabalhadores não assumirem a ilegalidade da paralisação de actividades por mais de um mês, facto que “obriga” 14 trabalhadores a responderem às notas de culpa e processos disciplinares instaurados pela empresa.
De acordo com Nelson Gabriel, responsável do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria, Madeiras e Minas, a empresa entende que se trata de uma greve ilegal, alegadamente porque a mesma não envolveu o sindicato local dos trabalhadores, que devia notificá-la sobre as exigências da massa laboral.
Entretanto, a SIRAH defende que com as notas de culpa e processos disciplinares, não pretende fazer “caça às bruxas”, como é o entendimento da massa laboral.
Várias tentativas de negociação envolvendo sindicalistas e Ministério dos Recursos Minerais e Energia redundaram em fracasso, porque nenhum grevista quer sofrer represálias em consequência da paralisação da empresa.














