O Kremlin afirmou, esta segunda-feira, que está a dialogar com os Estados Unidos sobre armas nucleares, depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter ameaçado usar todo o seu arsenal para defender o país contra a “chantagem nuclear” da OTAN.
“Existem canais de diálogo, mas as conversas são muito esporádicas. Pelo menos, permitem enviar mensagens urgentes com as posições de cada parte”, clarificou Peskov, que não comentou as declarações do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, quando afirmou que o seu país responderá “decisivamente” se Moscovo recorrer a armas nucleares.
“Já comunicá-mos, em privado, para altos funcionários do Kremlin, que qualquer uso de armas nucleares terá consequências catastróficas para a Rússia”, disse Sullivan, em resposta às ameaças de Putin.
No passado dia 14, num discurso televisionado, o Presidente russo lembrou a OTAN de que a Rússia tem um arsenal “sem paralelo”, que lhe permite combater qualquer ameaça ocidental.
“Quero lembrar que o nosso país também possui sistemas ofensivos diferentes e, em alguns casos, mais modernos que os dos países da OTAN”, disse Putin.
Horas depois, o Presidente dos EUA, Joe Biden, discursando na Assembleia-Geral da ONU, acusou Putin de fazer “ameaças irresponsáveis sobre o uso de armas nucleares”, lembrando que “ninguém ganha e ninguém perde numa guerra atómica”
















