Internacional Ucrânia: Ao centésimo dia da invasão Moscovo controla 20% do território

Ucrânia: Ao centésimo dia da invasão Moscovo controla 20% do território

Ao centésimo dia da invasão russa da Ucrânia, Moscovo controla 20% do território ucraniano, cerca de 125 mil km2. As Nações Unidas alertam que a “guerra não tem, nem terá vencedor”.

Depois do falhanço da ofensiva relâmpago por parte das forças russas, lançada a 24 de Fevereiro, a guerra ganha agora novos contornos. Moscovo reduziu as suas ambições e concentra-se na região do Donbass, uma região já em guerra desde 2014 entre o exército ucraniano e os separatistas pró-russos.

De acordo com o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, os russos controlam neste momento “cerca de 20%” do território da vizinha Ucrânia, ou seja, perto de 125.000 KM2.

Neste centésimo dia de guerra, o primeiro-ministro ucraniano Denys Chmygal sublinhou que Kyiv “avança” para “a família europeia”, enquanto a Rússia “se aproxima de uma vida atrás da ‘cortina de ferro’ e isolada do mundo desenvolvido”. Numa mensagem no Telegram, Chmygal escreveu que “A Ucrânia avança com confiança rumo ao seu objectivo: viver num país democrático, livre e no seio da família europeia” e acrescentou que o único caminho possível para o seu país é o da “liberdade”. “A Ucrânia ganhará se duvida” a guerra face à Rússia, concluiu.

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A Ucrânia espera, até ao final do mês, obter o estatuto oficial de candidato à adesão da União Europeia, apesar das divisões dentro dos 27 Estados-membros.

A guerra na Ucrânia “não tem, nem terá vencedor” avançou esta sexta-feira o coordenador da ONU no país, que acrescentou que “temos necessidade de paz, A guerra deve acabar”.

O centésimo dia de guerra coincide com o encontro, hoje, em Sotchi, entre o presidente russo Vladimir Putin, Macky Sall, presidente do Senegal e presidente em exercício da União Africana e o presidente da Comissão da União Africana, o chadiano Moussa Faki Mahamat.

A União Africana espera assim “contribuir para algum apaziguamento na guerra na Ucrânia e apelar ao desbloqueio dos stocks de cereais e fertilizantes, cujo entrave afecta gravemente os países africanos”.

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